...Que Deus lhe de em DOBRO tudo o que me desejar!!!

ॐ O DEUS em meu coração saúda o DEUS em seu coração..seja você quem for!!! O Deus que habita em mim saúda o Deus que habita em você!.. O Deus que há em mim saúda o Deus que há em ti!.. O Espírito em mim reconhece o mesmo Espírito em você!.. A minha essência saúda a sua essência!!








quinta-feira, 1 de maio de 2014

Lindo texto!!! Maturidade!!




" Maturidade acalma. Traz sossego. Nos livra de melindres.
Gente madura olha nos olhos. Não faz chantagem emocional nem sufoca com suas carências. Gente madura compreende, não cria caso, não age pra atingir nem faz uso de indiretas. Aliás ser maduro é ser direto, objetivo. É respeitar a opinião alheia pois quer que a sua também seja respeitada. É aprender com os erros, ao invés de paralisar com eles. É ouvir mais do que fala e escutar com atenção, pois é assim que procede o aprendizado.
Gente madura ri de si mesma pois sabe que o sorriso é a chave para muitas portas que a vida nos apresenta. Sabe que o bom humor é chique, que gente feliz brilha, sem precisar de Sol. E sabe também que alegria de verdade não se forja, se exercita com as próprias dificuldades da vida.
Gente madura sabe o que é ser feliz. Anda devagar, por que ja teve pressa e percebeu que ela não é só inimiga da perfeição. Gente madura sabe que a pressa faz passar despercebido o que realmente nos ilumina o coração."

Erick Tozzo

terça-feira, 22 de abril de 2014

O outro pé da sereia


- Gostava que me ensinasse algumas palavras na sua língua.
- Quer saber o que?
- Sei lá por exemplo, amor
- Amor, não. Todas menos essa.
- Ora e porque?
- Essa palavra enfeitiça os homens..é pior que a religião dos brancos...
Página 115 
livro O outro pé da sereia
Mia Couto

Abençoadas sejam as vezes que a vida nos tira pra dançar!!!


 Abençoadas sejam as surpresas risonhas do caminho. As belezas que se mostram sem fazer suspense. As afeições compartilhadas sem esforço. As vezes em que a vida nos tira pra dançar sem nos dar tempo de recusar o convite!!
  As maravilhas todas da natureza, sempre surpreendentes, à espera da nossa entrega apreciativa. A compreensão que floresce, clara e mansa, quando os olhos que veem são da bondade. Abençoados sejam os presentes fáceis de serem abertos. Os encantos que desnudam o erotismo da alma. Os momentos felizes que passam longe das catracas da expectativa. Os improvisos bons que desmancham o penteado arrumadinho dos roteiros da gente. Os diálogos que acontecem no idioma pátrio do coração. Abençoada seja a leveza, meu Deus. Abençoadas sejam as dádivas generosas que vêm nos lembrar que viver pode ser mais fácil. Que amar e ser amado pode ser mais fluido. Que dá pra girar o dial. Que dá pra sair da frequência da escassez e sintonizar a estação da disponibilidade, onde alegrias já cantam, mas a gente não ouve. Abençoadas sejam as dádivas que vêm nos lembrar, com alívio, que há lugares de descanso para os nossos cansaços. Que há lugares de afrouxamento para os nossos apertos. Que dá pra mudar o foco. Que não é tão complicado assim saborear a graça possível que mora em cada instante. Abençoadas sejam as dádivas generosas que nos surpreendem. Elas não sabem o quanto às vezes, tantas vezes, nos salvam de nós mesmos.”

 Ana Jácomo
obrigada por tudo meu Deus! _/\_

quinta-feira, 27 de março de 2014

Um livro é uma canoa....

Esse era o barco que lhe faltava em Antigamente. Tivesse livros e ela faria a travessia para o outro lado do mundo, para o outro lado de si mesma."
O outro pé da sereia....Mia Couto...

HÁ SEMPRE UM LIVRO...à nossa espera!esse eu ganhei de presente hoje! P-E-R-F-E-I-T-O ...
 O outro pé da sereia....Mia Couto.
 Adorando o livro!!..


A alma é um vento. Pode cobrir mar e terra.
Mas não é da terra nem do mar.
A alma é um vento. E nós somos um agitar de folha, nos braços da ventania.

Mia Couto do livro O outro pé da sereia pagina 133
 

domingo, 28 de julho de 2013

Ler.......

E, por favor, não caia no lamentável absurdo de não ter tempo para ler. Arranje tempo. [...] O verdadeiro culpado não é sua agenda. É o seu tédio – seu tédio em relação aos livros que você pensa que ‘deve’ ler. Encontre um livro que você queira ler, que o empolgue verdadeiramente, que lhe queime nas mãos – então, você terá tempo de sobra.

[Stephen Koch, Oficina de Escritores
]

terça-feira, 18 de junho de 2013

A carta








Em 1995, o escritor Caio Fernando Abreu, então colunista do jornal O Estado de São Paulo, publicou uma carta que teria sido escrita por Clarice Lispector a uma amiga brasileira. Ele comenta, no artigo, que não há nada que comprove sua autenticidade, a não ser o estilo-não estilo de escrita de Clarice Lispector. Ele dizia: "A beleza e o conteúdo de humanidade que a carta contém valem a pena a publicação..." 


Berna, 2 de janeiro de 1947 

Querida, Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro. Nem sei como lhe explicar minha alma. Mas o que eu queria dizer é que a gente é muito preciosa, e que é somente até um certo ponto que a gente pode desistir de si própria e se dar aos outros e às circunstâncias. Depois que uma pessoa perde o respeito a si mesma e o respeito às suas próprias necessidades - depois disso fica-se um pouco um trapo.
Eu queria tanto, tanto estar junto de você e conversar e contar experiências minhas e dos outros. Você veria que há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. Eu mesma não queria contar a você como estou agora, porque achei inútil. Pretendia apenas lhe contar o meu novo caráter, um mês antes de irmos para o Brasil, para você estar prevenida. Mas espero de tal forma que no navio ou avião que nos leva de volta eu me transforme instantaneamente na antiga que eu era, que talvez nem fosse necessário contar. Querida, quase quatro anos me transformaram muito. Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma num boi? Assim fiquei eu... em que pese a dura comparação... Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também minha força. Espero que você nunca me veja assim resignada, porque é quase repugnante. Espero que no navio que me leve de volta, só a idéia de ver você e de retomar um pouco minha vida - que não era maravilhosa mas era uma vida - eu me transforme inteiramente.
Uma amiga, um dia, encheu-se de coragem, como ela disse e me perguntou: "Você era muito diferente, não era?". Ela disse que me achava ardente e vibrante, e que quando me encontrou agora se disse: ou esta calma excessiva é uma atitude ou então ela mudou tanto que parece quase irreconhecível. Uma outra pessoa disse que eu me movo com lassidão de mulher de cinqüenta anos. Tudo isso você não vai ver nem sentir, queira Deus. Não haveria necessidade de lhe dizer, então. Mas não pude deixar de querer lhe mostrar o que pode acontecer com uma pessoa que fez pacto com todos, e que se esqueceu de que o nó vital de uma pessoa deve ser respeitado. Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que você imagina que é ruim em você - pelo amor de Deus, não queira fazer de você mesma uma pessoa perfeita - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse o único meio de viver.
Juro por Deus que se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia - será punida e irá para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não será punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo aquilo que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Espero em Deus que você acredite em mim. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Isso seria uma lição para mim. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade de alma.
Tua Clarice 




segunda-feira, 3 de junho de 2013

Orgulho e Preconceito (Jane Austen)


 Amoooo esse livro!!!!♥
“São poucas as pessoas a quem eu quero realmente, e menos ainda aquelas das quais eu tenho uma boa opinião. Quanto melhor eu conheço o mundo, menos ele me satisfaz; e a cada dia vejo confirmada minha crença na inconsistência de todos os caracteres humanos e na pouca confiança que se pode depositar nas aparências do mérito ou do bom senso.”

Elizabeth Bennet,  livro Orgulho e Preconceito, Jane Austen



Em sua biblioteca ele sempre tivera a garantia do ócio e da tranquilidade; e , embora preparado para encontrar tolice e presunção em todos os cômodos da casa, acostumara-se ali a sentir-se livre e a salvo.
  Orgulho e Preconceito (Jane Austen)   

domingo, 2 de junho de 2013

Ler me salvou. Não minha vida, mas meu espírito......

"Ler me salvou. Não minha vida, mas meu espírito. Ler é proteção e refúgio em tempos difíceis. E em tempos de paz e felicidade, ler segue sendo refúgio do espírito. Não assedia, acolhe. Não rejeita, se abre. O livro que lemos nos estende suas páginas como braços abertos."

Catherine Clement (1939)
 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

A FITA MÉTRICA DO AMOR



Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.
Martha Medeiros

domingo, 14 de abril de 2013

Eterno!





Carlos Drummond de Andrade 
E como ficou chato ser moderno.
Agora serei eterno.
Eterno! Eterno!
O Padre Eterno,
a vida eterna,
o fogo eterno.
(Le silence éternel de ces espaces infinis m’effraie.)
— O que é eterno, Yayá Lindinha?
— Ingrato! é o amor que te tenho.
Eternalidade eternite eternaltivamente
eternuávamos
eternissíssimo
A cada instante se criam novas categorias do eterno.
Eterna é a flor que se fana
se soube florir
é o menino recém-nascido
antes que lhe dêem nome e lhe comuniquem o sentimento do efêmero
é o gesto de enlaçar e beijar
na visita do amor às almas
eterno é tudo aquilo que vive uma fração de segundo
mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força o resgata

é minha mãe em mim que a estou pensando
de tanto que a perdi de não pensá-la
é o que se pensa em nós se estamos loucos
é tudo que passou, porque passou
é tudo que não passa, pois não houve
eternas as palavras, eternos os pensamentos; e passageiras as obras.
Eterno, mas até quando? é esse marulho em nós de um mar profundo.
Naufragamos sem praia; e na solidão dos botos afundamos.
É tentação a vertigem; e também a pirueta dos ébrios.
Eternos! Eternos, miseravelmente.
O relógio no pulso é nosso confidente.
Mas eu não quero ser senão eterno.
Que os séculos apodreçam e não reste mais do que uma essência ou nem isso.
E que eu desapareça mas fique este chão varrido onde pousou uma sombra
e que não fique o chão nem fique a sombra
mas que a precisão urgente de ser eterno bóie como uma esponja no caos
e entre oceanos de nada
gere um ritmo.

domingo, 31 de março de 2013

Costurandoooo...vestidos!!!

Alguns vestidos que eu fiz!!!



 Vestido em viscolycra



Vestido em viscolycra





Vestido em viscolycra
 Decote V com recortes no busto e acabamento duplo!!!amei...
 


Vestido em malha 
Viscolycra!!!Costas do Vestido cava nadador!!!



Só às vezes julgo compreender. Então tenho vontade de abrir todas as janelas da casa para que o sol possa entrar....


- E assim,aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça - que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca - levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário... por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.
 Caio Fernando Abreu.
 
 
 
....Meus dias são sempre como uma véspera de partida. Movimento-me entre as pontas como quem sabe que daqui a pouco já não vai estar presente. As malas estão prontas, as despedidas foram feitas. Caminhando de um lado para outro na plataforma da estação, só me resta olhar as coisas lerdo e torvo, sem nenhuma emoção, nenhuma vontade de ficar. As janelas abrem para fora, os bancos parecem-se aos bancos e os vasos foram feitos para se colocar flores em seu oco. As coisas todas se parecem a si próprias. Nada modificará o estar das coisas no mundo, e a minha partida ontem, hoje ou amanhã, não mudará coisa alguma. Cada coisa se parece exatamente com cada coisa que ela é....Caio Fernando Abreu.

sábado, 9 de março de 2013

Toda mulher é doida. Impossível não ser...


Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida (...) Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca.... E fascina a todos. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só se for louca de pedra." 
Martha Medeiros
 

domingo, 3 de março de 2013

Galinhada da Chef Benê

Dona de uma técnica apurada, um tempero maravilhoso e muita criatividade, a Chef Benê Ricardo é, hoje, um dos mais importantes nomes da Gastronomia Brasileira
Hoje eu vou para cozinha fazer essa receita!!!...amo galinhada...Para mim não precisa de mais nada, ele é prato único mesmooo.


Mangia che te fa bene!!!!!
 
Galinhada da Chef Benê
Ingredientes:
1kg de sobrecoxa de frango desossada, sem pele, cortado em cubos.
4 colheres de azeite.
1 cebola média cortada em cubos.
3 tomates maduros, sem pele ou sementes.
2 pimentões em cubos, sem pele ou sementes.
250g de arroz
1 folha de louro.
1 colher de chá de açafrão da terra em pó.
água fervente.
300g de ervilhas frescas.
salsinha e cebolinha á gosto..eu coloco bastante!!
azeite para regar.
sal e alho á gosto.
Modo de preparo:
- Numa panela, aqueça bem o azeite, junte a cebola, alho e o frango, e refogue ate dourar o frango;
- Acrescente os tomates, os pimentões, e o sal e deixe refogar ate murchar;
- Adicione o arroz, o louro, o açafrão da terra e deixe fritar até dar cor;
- Acrescente a água fervente até cobrir com folga, reduza o fogo e deixe cozinhar tampado;
- Quando estiver cozido, coloque as ervilhas e a salsinha a cebolinharegue com azeite mexa com um garfo, desligue o fogo e deixe tampado por dez minutos;
Montagem:
Sirva em uma bela travessa com um mix de folhas verdes.

sábado, 2 de março de 2013

Às Vezes...

É não suportar a solidão depois da meia noite, quando nenhuma música serve e você não tem fome. É não querer dormir, ter medo do escuro, do silêncio. Seria como pedir sorrisos e receber bofetadas.
Camila Meneghetti

Que importa a vida real? Nós vivemos uma vida tão ociosa, tão parada, tão desprezível, estamos tão descontentes da nossa sorte, tão enfastiados da nossa existência!

Trechos do livro que estou lendo Noites Brancas de Fiodor Dostoievski
   Numa iluminada noite de primavera, à beira do rio Fontanka, um jovem sonhador se depara com uma linda mulher, que chora. São Petersburgo está mergulhada em mais uma de suas noites brancas, fenômeno que as faz parecerem tão claras quanto os dias e que confere à cidade a atmosfera onírica ideal para o encontro entre essas duas almas perdidas. Em apenas quatro noites, o tímido rapaz e a misteriosa Nástienhka passam a se conhecer como velhos amigos, mas algo vem atrapalhar o desenrolar romântico deste fugaz encontro. Publicada em 1848, esta história faz parte do ciclo de obras que Dostoiévski (1821-1881) criou após amargar uma forte desilusão amorosa e é a última escrita antes da prisão e do período de exílio na Sibéria.
Cada capítulo é um dia de vida desses personagens durante o
fenômeno.
Esse é um trecho do livro que estou lendo Noites Brancas de Fiodor Dostoievski ..pagina 33
(...) "O quarto está imerso na obscuridade; a sua alma está vazia e triste; Todo um reino de quimeras se desmoronou em seu redor, se desmoronou sem deixar rastro, sem ruído nem tumulto, passando como um sonho, e ela nem sequer se recordou de ter acalentado essas quimeras. Porém, uma espécie de obscura sensação que magoou levemente o seu peito, uma espécie de novo desejo seduz, estimula e irrita a sua imaginação. Novo sonho: Nova felicidade! Volta a beber o veneno delicioso do sonho!... Que importa a vida real? Nós vivemos uma vida tão ociosa, tão parada, tão desprezível, estamos tão descontentes da nossa sorte, tão enfastiados da nossa existência! E, na verdade, verifique como, à primeira vista, tudo se apresenta, na nossa vida, tão amargo como hostil... 'Pobres Criaturas!' Nada de interessante existe no seu pensamento. No entanto, ouvimos à nossa volta a multidão bramir e rodopiar no turbilhão da vida, ouvimos e vemos viver os homens, viver bem acordados, vemos que a vida não lhes é interdita, que a vida não lhes evaporará como um sonho, uma visão, que a vida deles é eventualmente renovada, eternamente jovem, sem que uma hora se assemelhe à seguinte, enquanto a tímida fantasia é sombria e monótona até a banalidade, escrava da sombra, da idéia, escrava da primeira nuvem que de súbito obscurecerá o sol e oprimirá de angústia o verdadeiro coração, tão cioso do seu Sol ... Ora, na angústia não pode existir fantasia." (...)
“Pois quando estamos infelizes sentimos mais fortemente a infelicidade dos outros; o sentimento não se esfacela, mas sim concentra-se…”
Noites Brancas  Fiodor Dostoievski
 - - - -
 
” - Pois creia-me, eu não tenho história nenhuma! Porque tenho vivido para mim próprio, como costuma dizer-me, só, completamente só, sempre só, completamente só. Sabe o que significa a palavra “só”? Pois é isso mesmo…”
Noites Brancas, Dostoiévski. Página 30

“Que a tua vida seja diáfana e agradável como o teu doce sorriso, e bendita sejas pelo instante de felicidade que tu deste a outro coração solitário e agradecido!
Meu deus! Um momento de felicidade! Sim! Não será isso o bastante para preencher uma vida?”

Noites Brancas Dostoiévski  

♥ ♥ ♥
E me pergunto: onde é que estão os seus sonhos? E balançando a cabeça, digo: como os anos voam depressa! E novamente me pergunto: mas o que você fez dos seus anos? Onde sepultou a sua melhor época? Você viveu ou não? Veja, digo a mim mesmo, veja como o mundo está ficando frio. Ainda passarão anos, e atrás deles virá a solidão sombria, virá a velhice trêmula com uma bengala, e atrás dela a tristeza e a melancolia. O seu mundo fantástico empalidecerá, os seus sonhos ficarão paralisados, sem vida e cairão como as folhas amarelas das árvores…
Noites Brancas Dostoiévski
 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Já estou com...Saudades de Macondo!!!

 Acabei de ler!!!..O melhor livro que li na minha vida!!!linda demais esta história...O livro é único e inesquecível, e qualquer repertório de adjetivos é incapaz de descrevê-lo"
O livro Cem Anos de solidão é perfeito, pela riqueza de detalhes, pela criação e exploração de um universo fantástico e, por que não dizer, da criação do melhor final que já li em minha vida. García Márquez consegue introduzir o leitor em um mundo único, numa realidade paralela, e desenvolve a história com brilhantismo.
No último capítulo me arrepiei de emoção, que foi crescente e me fez chegar na última palavra com lágrimas nos olhos. Não somente pela história, mas principalmente pela felicidade de saber que o ser humano é capaz de inventar algo tão sensível como Cem Anos de Solidão.
"E choveu por quatro anos, onze meses e dois dias".
No final, você se sente um integrante da família Buendía..

Neste ponto, impaciente por conhecer a sua própria origem, Aureliano deu um salto. Então começou o vento, fraco, incipiente, cheio de vozes do passado, de murmúrios de gerânios antigos, de suspiros de desenganos anteriores às nostalgias mais persistentes. Não o percebeu porque naquele momento estava descobrindo os primeiros indícios do seu ser, num avô concupiscente que se deixava arrastar pela frivolidade através de um ermo alucinado em busca de uma mulher formosa a quem não faria feliz. Aureliano o reconheceu, perseguiu os caminhos ocultos da sua descendência e encontrou o instante da sua própria concepção entre os escorpiões e as borboletas amarelas de um banheiro crepuscular, onde um operário saciava a sua luxúria com uma mulher  que se entregava a ele por rebeldia. Estava tão absorto que também não sentiu a última arremetida do vento, cuja potência ciclônica arrancou das dobradiças as portas e as janelas, esfarelou o teto da galeria oriental e desprendeu os cimentos. Só então descobriu que Amaranta Úrsula não era sua irmã, mas sua tia, e que Francis Drake tinha assaltado Riohacha só para que eles pudessem se perseguir  pelos labirintos mais intrincados do sangue, até engendrar o animal mitológico que haveria de pôr fim à estirpe. Macondo já era um pavoroso rodamoinho de poeira e escombros, centrifugado pela cólera do furacão bíblico, quando Aureliano pulou onze páginas para não perder tempo com fatos conhecidos demais e começou a decifrar o instante que estava vivendo, decifrando-o à medida que o vivia, profetizando-se a si mesmo no ato de decifrar a última página dos pergaminhos, como se estivesse vendo a si mesmo num espelho falado. Então deu outro salto para se antecipar às predições e averiguar a data e as circunstâncias da sua morte. Entretanto, antes de chegar ao verso final já tinha compreendido que não sairia nunca daquele quarto, pois estava previsto que a cidade dos espelhos (ou das miragens) seria arrasada pelo vento e desterrada da memória dos homens no instante em que Aureliano Babilônia acabasse de decifrar os pergaminhos e que tudo o que estava  escrito neles era irrepetível desde sempre e por todo o sempre, porque as estirpes condenadas a cem anos de solidão não tinham uma segunda oportunidade sobre a terra
 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Dez dicas para tornar-se um bom leitor



Dica 1: Preste atenção. Essa é a regra de ouro. Para entender bem um texto, é preciso se desligar do mundo ao seu redor. Esqueça as contas não pagas, as mídias sociais e os telefonemas. O momento é só seu e do seu livro companheiro.

Dica 2: Saiba por que você está lendo. É entretenimento ou estudos? Essa clareza de objetivos facilita a compreensão – e também a diversão!

Dica 3: Familiarize-se com o capítulo antes de lê-lo por completo. Em vez de começar um novo trecho do livro do zero, dê uma rápida olhada por todas as páginas. Leia o título e subtítulo, a introdução e o primeiro parágrafo, a primeira frase depois de cada subtítulo, o último parágrafo e o resumo. Isso o deixa mais alerta e focado.

Dica 4: Faça anotações ao longo do texto. Não economize no uso de marca-textos e post-its! As notas ajudam a lembrar as passagens que você julgou mais importantes ao longo do caminho.

Dica 5: Não releia várias vezes uma mesma frase. Tente ler atentamente da primeira vez. Se você tiver de reler um trecho muitas vezes, talvez não esteja focado o bastante na leitura.

Dica 6: Varie a sua velocidade de leitura. Se o livro é difícil, leia mais devagar. Se é uma obra mais leve, aperte o botão de turbo. Parece uma técnica óbvia, mas muitas pessoas leem sempre com a mesma intensidade!

Dica 7: Começou? Então não pare! Se você tiver dúvida, releia algum trecho (mas não demais, lembre da dica 5!). Se já dominou tudo, então siga adiante. O segredo é não perder o embalo.

Dica 8: Melhore o seu ambiente de leitura. É, tem gente que consegue ler em pé num ônibus movimentado e quem sabe até de cabeça para baixo! Mas, convenhamos: a maioria de nós precisa de um lugarzinho tranquilo para devorar uma obra com qualidade.

Dica 9: Priorize. Não dá para ler tudo ao mesmo tempo, por mais que a gente queira! O jeito é criar uma lista com as suas prioridades.

Dica 10: Pratique! Um bom leitor lê muito e sempre. Se você quer melhorar as suas táticas de leitura, não há estratégia melhor do que praticar
 Uma boa tarde!!!

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Cem anos de solidão....Renata Remedios (Meme)


      Ficou louca por ele. Perdeu o sono e o apetite e se afundou tão profundamente na solidão que até o pai se transformou num estorvo para ela....

Pagina 324
Cem anos de Solidão

May It Be ...Enya



Pode ser, que uma estrela do anoitecer

Brilhe sobre você

Pode ser, que quando a escuridão cair

O seu coração será verdadeiro

Você caminha uma estrada solitária

Oh! Como você está longe de casa

Mornie utúlien (a escuridão chegou)

Acredite, e encontrará seu caminho

Mornie alantie (a escuridão caiu)

Uma promessa vive dentro de você, você sabe

Pode ser, que quando as sombras chamarem,

Você voará para longe

Pode ser, que sua jornada

Seja para iluminar o dia

Quando a noite está vencendo

Você surgirá para encontrar o sol

Mornie utúlien (a escuridão chegou)

Acredite, e encontrará seu caminho

Mornie alantie (a escuridão caiu)

Uma promessa vive dentro de você

Uma promessa vive dentro de você agora

Linda demais essa música
May It Be de Enya tocada em Trilha Sonora do Filme O Senhor dos Anéis