...Que Deus lhe de em DOBRO tudo o que me desejar!!!

ॐ O DEUS em meu coração saúda o DEUS em seu coração..seja você quem for!!! O Deus que habita em mim saúda o Deus que habita em você!.. O Deus que há em mim saúda o Deus que há em ti!.. O Espírito em mim reconhece o mesmo Espírito em você!.. A minha essência saúda a sua essência!!








terça-feira, 28 de agosto de 2012

Aaaah, Mrs. Dalloway!!


Mrs Dalloway é um romance da escritora britânica Virginia Woolf, publicado em 1925. É uma das obras mais conhecidas da autora. 


Assim como num dia de Verão as ondas se juntam, se levantam e caem; e o mundo inteiro parece estar a dizer
 ...é só isto!! cada vez com mais veemência, até que o próprio coração no interior do corpo deitado ao sol na praia diz também: é só isto. Não tornes a ter medo, diz o coração..

Adorei ler esse livro
Toda a história do romance se passa num único dia, em junho de 1923, em que Clarissa Dalloway resolve ela mesma comprar flores para a festa que vai oferecer logo mais, à noite, em sua casa. A partir desta cena inicial, o romance segue a protagonista pelas ruas de Londres , registrando suas ações, sensações e pensamentos. Em torno de Clarissa, estão vários personagens: o marido Richard Dalloway, a filha Elizabeth, um amigo de juventude que acaba de voltar da Índia, Peter Walsh, com quem ela tem grande afeição.
 Durante todo o dia, os pensamentos de Clarissa nos faz lembrar da própria autora, devido ao fluxo de consciência e as passagens de tempo. “Mrs. Dalloway lida com temas que estão, de certa forma, no centro da vida de Virginia, como a loucura, a cisão entre as paixões e os ideais da juventude, o conformismo da vida adulta e as convenções do casamento, e o amor homossexual. A obra de ficção de Virginia está, toda ela, entremeada com a sua própria vida.
Com Virginia Woolf aprendi o tempo.

a eternidade de um dia quando se trata da condição humana.

nossa magnitude e nossa pequenez.

um dia qualquer numa sociedade em transformação, uma festa a ser preparada, seres humanos que se tangenciam, que mergulham em si mesmos e segue, inexoravelmente, para suas solidões.

texto de Marilla Gabriela para a abertura do livro MRS. DALLOWAY
 

Pode-se dizer que este livro foi escrito de uma forma muito particular, uma história de sentimentos reprimidos e de auto-confrontação, onde as palavras que não temem o calor ou o sol parecem ecoar... 

sábado, 28 de julho de 2012

.....Lendo, eu caço a mim e atiro em mim....

O livro não permite que fiquemos sem nos escutar.
A leitura faz eu mirar em mim e acertar no que eu
nem sabia que também sentia e pensava.

E, por outro lado, me ajuda a matar tudo o que

pode haver em mim de limitante:
preconceitos, ideias fixas, hipocrisias, solenidades,
dores cultuadas.
Lendo, eu caço a mim e atiro em mim. ~


Martha Medeiros



 "Quem não se interessa por livros perde a chance de sonhar."

 "Cada um lê e relê com os olhos que tem. Porque compreende e interpreta a partir do mundo que habita." ~Leonardo Boff



 "Na cama, à noite, enquanto penso em meus muitos pecados e em meus defeitos exagerados, fico tão confusa pela quantidade de coisas que tenho que analisar que não sei se rio ou se choro, dependendo do meu humor. Depois durmo com a sensação estranha de que quero ser diferente do que sou, ou de que sou diferente do que quero ser, ou talvez de me comportar diferente do que sou ou do que quero ser. Minha nossa, agora estou confundindo você também." O Diário de Anne Frank


 "E na biblioteca eu percebi a imensidão do mundo.
Tinha tudo ao meu alcance, todas as idéias, as histórias, as aventuras, as mentiras, o passado e o futuro, o amor e o ódio, o perigo e o crime, mas muita felicidade a cada palavra impressa nas páginas de cada livro. E esse mundo me fascinou. Queria morar ali"
(Desconhecido)


 Quem és tu que me lês?
És o meu segredo ou sou eu o teu?

Clarice Lispector




 "Um livro é um mundo mágico cheio de pequenos símbolos que podem ressuscitar os mortos e dar vida eterna aos vivos. É incrível, fantástico e “mágico” que as vinte e seis letras do alfabeto possam ser combinadas de tantas maneiras, que elas possam encher com livros estantes gigantescas, levando-nos para um mundo que nunca tem fim e nunca cessará de crescer e se expandir, enquanto na Terra existirem humanos."

A Biblioteca Mágica de Bibbi Bokken (p. 148)
Jostein Gaarder


sexta-feira, 27 de julho de 2012

Vamos costurar.....



A gente podia poder costurar o tempo,
bordando em cima dos erros para que eles sumissem.
Costurar as pessoas que gostamos pertinho.
Costurar os domingos, um mais perto do outro.
Costurar o amor verdadeiro no peito de quem a gente ama.
Costurar a verdade na boca dos seres.
Costurar a saudade no fundo de um baú para que ela de lá não fuja...
Costurar a auto-estima bem alto, pra que nunca ela caia.
Costurar o perdão na alma e a bondade na mão.
Costurar o bem no bem e o bem sobre o mal.
Costurar a saúde na enfermidade e a felicidade em todo lugar e ir costurando a vida, um pouquinho de esperança em cada dia e muita coragem em cada ser humano.
Janaína Cavallin


segunda-feira, 23 de julho de 2012

O TEMPO E AS JABUTICABAS (Rubem Alves)

'Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa... Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão-somente andar ao lado do que é justo. Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.'

sábado, 21 de julho de 2012

A vida é como um sonho; é o acordar que nos mata... Virginia Woolf

Entretanto sou incapaz de dizer o que é que eu quero, apesar de ansiar pelo que espero de alguma forma secreta. Pois, muitas vezes, e com frequência cada vez maior, à medida que o tempo passa, dou comigo de repente a interromper minha andança, como se eu fosse paralisada por um olhar estranho e novo sobre a superfície da terra que conheço tão bem. Um olhar que insinua alguma coisa; mas que se vai antes de eu perceber seu sentido. É como se um riso nunca visto furtivamente se estendesse num rosto bem conhecido; por um lado dá medo, no entanto por outro ele nos faz um sinal.

Virginia Woolf, Conto "O diário de mistress Joan Martyn




Em seu último bilhete para o marido, Leonardo Woolf, Virginia escreveu:

Querido,Tenho certeza de estar ficando louca novamente. Sinto que não conseguiremos passar por novos tempos difíceis. E não quero revivê-los. Começo a escutar vozes e não consigo me concentrar. Portanto, estou fazendo o que me parece ser o melhor a se fazer. Você me deu muitas possibilidades de ser feliz. Você esteve presente como nenhum outro. Não creio que duas pessoas possam ser felizes convivendo com esta doença terrível. Não posso mais lutar. Sei que estarei tirando um peso de suas costas, pois, sem mim, você poderá trabalhar. E você vai, eu sei. Você vê, não consigo sequer escrever. Nem ler. Enfim, o que quero dizer é que é a você que eu devo toda minha felicidade. Você foi bom para mim, como ninguém poderia ter sido. Eu queria dizer isto - todos sabem. Se alguém pudesse me salvar, este alguém seria você. Tudo se foi para mim mas o que ficará é a certeza da sua bondade, sem igual. Não posso atrapalhar sua vida. Não mais. Não acredito que duas pessoas poderiam ter sido tão felizes quanto nós fomos.V.

 
Carta original de despedida de Virginia Woolf


 
Este é o nosso mundo, iluminado por meias- luas e estrelas luzentes, e grandes pétalas semi transparentes fecham as aberturas como janelas roxas...tudo é estranho. As coisas são imensas e diminutas.. Os caules das flores são grossos como carvalhos. Folhas altas como cúpula de vastas catedrais.....somos gigantes aqui deitados, capazes de fazer com que tremam as florestas...
 do livro As Ondas - Virginia Woolf 

 Por que não abandona tudo por um ano, e viaja? Veja algo do mundo. Não se contente em viver toda a sua vida com meia dúzia de pessoas numa estrada...

Virginia Woolf. Noite e Dia.

Tradução de Raul de Sá Barbosa, Ed. Círculo do Livro, p. 114